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Sentimento secreto

Porque revira minha cabeça E faz minha respiração parar? Já não presto atenção a nada, Apenas solto suspiros pelo ar... Como em tão pouco tempo Fizestes tão presente em minha vida Será ilusão ou loucura minha, Uma alucinação descabida? Você me acordou de um sono profundo E aos poucos vai afugentando o meu medo, Mas que sentimento absurdo Que ainda prefere viver em segredo. Uma centelha de chama fugaz Que plantastes em meu peito Ironicamente veio me dar a paz E mostrar um universo perfeito. Antes não existia amor em pauta, Apenas observava quem ia e vinha. Agora apenas sinto a falta Da tua mão aquecendo a minha. (N. Chrysthie)

Meu Arco-Íris

Você chegou bem depois que anoiteceu, E deitado ao meu lado você adormeceu. Por algum tempo eu te observei a dormir, E a paz em seu semblante fez meu coração sorrir. Você me abraça e eu apoio a cabeça em seu peito, As batidas do seu coração tornam o meu sono perfeito. Seus braços ao meu redor e meus olhos pesados demais, Caio em sono profundo, cercada do bem que você me faz. Acordo em um sobressalto e pulo da cama, Não sabia que era tão bom dormir ao lado de quem se ama. Infelizmente não pude congelar esse momento, Você se foi e logo começa o meu tormento. A manhã de um dia qualquer começa a raiar E você é meu primeiro pensamento ao acordar. Não importa se está chovendo ou se o sol está a brilhar, Você é meu arco-íris particular. (N. Chrysthie)

Ela

Ela sente tudo com fervor, Todos os sentimentos transitam em si. Alegria, angústia, tristeza e amor, Mais inconstante que ela, eu nunca vi. Ela é fiel e acredita no improvável, Cabeça dura e teimosa como ninguém. Para ela, se decepcionar é inevitável, Então por que pôr a culpa em alguém? Se você pegá-la chorando, por acaso, os olhos de rímel borrado, Não pense que é por fraqueza. Ela só afrouxou um pouco o nó, que carrega preso na garganta, E se afogou na própria incerteza. (N. Chrysthie)

Rotina

O céu está escuro Quando chega e quando sai Os dias passam depressa O tempo se esvai E as noites então? Piores que são Mal a lua sobe ao céu As estrelas se vão Toca o som Pula da cama Esfrega os olhos E reclama A casa dorme Imersa em escuridão Liga a cafeteira Em cima do fogão Shhhh, não faça barulho Cala e sorri Olha o dia lá fora Não se deixe ruir Vamos lá Está na hora A água lhe banha Enquanto chora Lava a sujeira, Formam-se bolhas de sabão Mas não leva a angústia Do seu coração Cansada de tudo De todos, hai de quem duvidar Jogar tudo para o alto E fugir Seu desejo é gritar (N. Chrysthie)

Falta fatal

Afogada em um abismo escuro, Mesmo em dia claro. Um batimento sôfrego, Desacelerado. Um vazio louco e silencioso, Como se nada nunca tivesse encaixado. Um aperto forte e doloroso, Como um peito sendo esmagado. A respiração falha, mas resiste. A cabeça roda, mas insiste. Será que você existe? A dor é física e consome, Se estiver por aí, me diz seu nome... Talvez um pouco de esperança sacie a minha fome.                                           (N. Chrysthie)

Imperfeita

Olho para além do céu estrelado, Por detrás das grossas lentes dos meus óculos. Contemplo o grandioso horizonte calado E o arrepio atinge a raiz de meus cabelos. É tão perfeitamente pacífica, A natureza é realmente magnífica. Me sinto suja diante de sua pureza, Não sou merecedora de admirar sua beleza. O vento forte corta minha pele, Um lembrete da culpa que me repele. Que o pecado então se revele. Indigna de sua bondade e afeição, A chuva molha meu rosto como lágrimas de ingratidão, E em um lamento profundo, apenas grito: Não!                                                      (N.Chrysthie)

Sentir ou não? Fora de questão.

Então é assim que o amor começa? Vai te envolvendo aos poucos, sem nenhuma pressa? E quando é que o amor termina? Será a medida que a emoção nos desatina? Ah, é tão difícil explicar esse sentimento, É algo louco que revira o pensamento. Chega ser impossível definir tamanha exatidão, Que de tão sublime enobrece a alma e o coração. Quando se ama é tudo tão colorido, O mundo inteiro é mais alegre e querido. O amor pode ser medido através de um sorriso dado, Algo tão grandioso, mas cabe no laço de um abraço. Um suspiro bobo que escapa dos lábios, Aquele bem estar gostoso que preenche todos os espaços. Que vai invadindo nosso ser de mansinho e sorrateiro, Até que fatalmente somos tomados reféns, por inteiro. É, amor, quando permitimos que ele entre, Não há fuga, quando virem as consequências, aguente. O melhor a fazer é se render, se entregar, se permitir, Pois amar é algo que por vezes faz chorar, mas no fim de tudo faz sorrir. Não há força...